Autor: Felippe Canale - moda para homens
Posts publicados por Felippe Canale - moda para homens
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Sexta-feira a tarde e estou no restaurante e café do MuBE, em São Paulo.
Me senti organizado, pois cheguei 20 minutos antes do combinado, já tinha algumas perguntas preparadas no laptop, percebi que não havia esquecido de levar a máquina fotográfica (as vezes eu esqueço) e pedi um suco de laranja enquanto esperava pelo entrevistado. Para passar o tempo, assisti novamente o trailer abaixo, um dos meus filmes favoritos do diretor Gus Van Sant.
Lançado em 1991 e estrelado por River Phoenix e Keanu Reeves, aqui no Brasil ele foi traduzido com o título de Garotos de Programa, se você apertar o play, vai compreender o motivo. A linda fotografia e edição arrebatadora nos levam para outra realidade, a impressão é que tudo não passa de um sonho, tanto que um dos personagens principais tem narcolepsia, uma distúrbio no qual a pessoa dorme instantaneamente ao passar por uma situação traumática. Se alguém já assistiu, deixe um comentário aqui no final do texto e, para quem ainda não viu, fique instigado a ver, pois todas as imagens deste post foram retiradas do filme.
Desde que eu havia decidido escrever sobre o assunto, entrei em várias salas de bate-papo, acessei sites especializados e liguei para agências focadas em michês, garotos de programa, scorts, acompanhantes ou GP, como também são conhecidos. Depois de quase 20 ligações e recados em caixas-postais, apenas um concordou em conversar comigo pessoalmente sabendo que se trataria de uma entrevista.

Eis a sua descrição no anúncio “Lucas é universitário, tem apenas 19 anos, barriga tanquinho, corpo perfeito e pele sem nenhuma marcas ou tatuagem. Aquariano, nascido no interior paulista, gosta de praticar musculação e fazer cooper. Ele é muito brincalhão, dança como gogo boy e está aberto a novos trabalhos também como modelo fotográfico. Para entrar em contato com ele, o telefone é (11) XXXX-XXX”. O site também apresentava várias fotos do Lucas, de corpo, rosto e tudo mais que você possa imaginar. Do outro lado da linha, ele me disse:
- “Eu topo sim dar a entrevista, não me envergonho de nada. A minha vida daria um filme, inclusive, eu sou ator, me formei numa escola ali no Shopping Frei Caneca, conhece? E pode tirar fotos minhas se quiser, a minha família não fala comigo faz tempo, então, não tenho medo de nada, sou o que sou e não me envergonho disso. Eu tenho um horário livre na sexta-feira, onde a gente se encontra?“.

Pois bem, escolhi o MuBE por ser um local público tranquilo, seguro e com acesso a internet. Enquanto eu selecionava as fotos do filme Garotos de Programa, olhei no relógio e percebi que o Lucas já estava atrasado. Fiquei ansioso, pedi mais um suco e o meu celular vibrou em cima da mesa com a seguinte mensagem:
- “Desculpa, vou cancelar, surgiu um cliente de última hora. Melhor você procurar outra pessoa. Abraço, me liga se precisar de alguma outra coisa. Tchau!“.
Cancelei o suco e pedi uma cerveja enquanto procurava desesperadamente por outros contatos em diferentes sites. Fiz inúmeras ligações perguntando sobre garotos de programa e quase fiquei constrangido quando percebi que uma senhora da mesa ao lado me assistia há algum tempo, como se aquilo estivesse fazendo o dia dela ser mais divertido. Do outro lado da linha, ouvia repetidos NÃO, NÃO, NÃO e até um “vai entrevistar a sua mãe, seu palhaço“. No final da segunda cerveja, alguém me retornou a ligação e uma voz grave disse:
- “Pode me chamar de Rafael! Atualmente eu também sou motorista executivo de um ex cliente. Agora estou aqui na Rua Amauri, perto da Faria Lima, esperando ele sair de uma reunião. Se você chegar rápido, a gente conversa na rua mesmo”.

Juntei as minhas coisas e entrei no primeiro táxi que passou na frente do museu. Reparei que a bateria do laptop estava acabando e na rua eu não teria onde conectar o carregador. De repente, eu já não me sentia mais tão organizado como antes. Desci do táxi e liguei novamente para o Rafael que, com uma voz calma, me disse:
- “Estou estacionado em uma rua paralela, vem andando que eu te acho. É proibido estacionar na Rua Amauri e não quero que o meu chefe lhe veja. Nada de fotos ou usar o celular enquanto estiver comigo, ok? Se eu não for com a sua cara, eu falo e você vai embora sem insistir“.

Neste momento o meu estômago brigava comigo, lembrei que só havia ingerido o suco e as cervejas durante todo o dia. Comecei a caminhar pela calçada e me senti estúpido quando acendi um cigarro, ficando zonzo já na primeira tragada. Do outro lado da rua, alguém usando terno e gravata me fez um sinal com a mão e atravessei sem nem mesmo olhar para os lados. Ouvi uma buzina de moto, mas segui em frente. O Rafael sorriu, apertou a minha mão e falou: “Você não tem medo de morrer, guri? A moto quase te atropelou. Vamos ali na frente do meu carro e a gente conversa, ele está aqui perto. Me empresta um cigarro?”.
O Rafael era alto, forte, tinha olhos verdes e o seu terno parecia ser caro, com um corte bem ajustado ao seu corpo de gladiador romano. Os sapatos sociais de bico fino brilhavam tanto quanto os seus dentes excessivamente brancos. Reparei que enquanto a gente caminhava, ele foi alvo de todos os olhares femininos que passaram por nós, uma das moças (que estava em grupo, talvez por isso tenha ficado mais corajosa) chegou a falar em voz alta “Nossa, nossa… assim você me mata“. Ele pareceu nem ouvir e eu perguntei se era sempre assim. Ele disse que sim, que o assédio era grande, e demos risada quando ele falou: “O triste é ouvir um Nossa, Nossa… odeio referência sertaneja“.

Quando chegamos ao carro do seu chefe, um SUV preto blindado, eu ameacei tirar o computador de dentro da mochila, mas ele foi categórico:
- “Sem celular, sem máquina fotográfica e sem abrir o computador. Eu sei que dá pra tirar foto com a tela, eu também tenho um Mac. E não seja ingênuo, você pode ser assaltado com isso aqui na rua. Eu empresto papel e caneta e você escreve em cima do capô. Se o meu patrão chegar, eu falo que estava só dando informação e você vai embora!“.
(Leia a entrevista com o Rafael amanhã, a partir das 16h, aqui no MPH)
Dizem que um vídeo editorial não precisa ser explicado, afinal, a intenção não é apresentar uma trama de novela ou seriado. De qualquer forma, o fetiche pela moda acaba ficando explícito nas imagens criadas pelos diretores Gabriel Bogossian e Paulo Bueno.

A expressão CANIDAE, nome que dá título ao vídeo, vem do latim e representa a família dos mamíferos carnívoros, como lobos, raposas, coiotes e cachorros. As cenas mostram dois modelos transitando de maneira instintiva entre algumas referências masculinas e femininas.
Direção: Gabriel Bogossian e Paulo Bueno.
Produção geral e styling: Felippe Canale.
Assistência de produção e styling: Lívia Barros.
Fotografia, edição e pós produção: Paulo Bueno.
Assistência de fotografia: Ana Roman.
Trilha sonora: Claudia Dorei.
Maquiagem: Luiza Rolla.
Modelos: Lucas Sabiorai e Daniel Negrello.
Roupas: Ricardo Almeida e Acervo L.B.
Agradecimentos: MPH, Ferraz Moda, Bar Arte e Entretenimento Caos, Elite Models.
O título deste post deveria ser ensinado nas aulas de biologia do colégio, assim, não teríamos tantos equívocos por parte de algumas pessoas. Você pode usar saia, pode usar maquiagem, pode usar salto alto e até uma cuelcinha… não importa, vai continuar a ser homem. Duvida? Então dá uma olhadinha na sua certidão de nascimento, documento registrado em cartório que comprova o que estou falando.

Não sabe o que é uma vaginoplastia? Então dá um google, clique nas imagens e pesquise sobre. Aliás, pesquisar, estudar e tentar se informar sempre é fundamental antes de emitir qualquer opinião.
Agora que já falamos da parte fisiológica, vamos falar da questão de caráter. Quando você deixa de ser homem, com H maiúsculo? Simples, é quando você:
- mente,
- trapaceia,
- engana,
- tira proveito de uma situação,
- agride fisicamente alguém indefeso ou mais fraco do que você,
- fala mal pelas costas,
- dá a sua palavra e volta atrás,
- se esconde atrás do anonimato para agredir verbalmente…
- e acho que já deu pra você entender, né?
Eu nunca imaginei que o post sobre as cuelcinhas poderia gerar tanta revolta e até ódio por parte de alguns leitores, afinal, ele foi escrito com bom humor e eu deixei claro que nem mesmo eu usaria. Mas percebi que muitos comentaram sem nem mesmo ler o conteúdo, pois caso tivessem lido, saberiam que em momento algum ele foi escrito com a intenção de instigar alguém a usar a tal peça. E outra: cada um usa o que bem quiser, não cabe a mim ou a você decidir o que as pessoas vão vestir, ainda mais se for entre 4 paredes.
A intenção do MPH nunca foi ditar regras de moda, pelo contrário. Acreditamos que você, leitor, não seja um robô para ser programado quanto ao que deve usar ou vestir. Aqui, oferecemos apenas algumas referências de moda ou comportamento para que você mesmo crie o seu estilo pessoal.
O post é sobre topetes? Xadrez? Listras? Moicano? Dreads? Gravata borboleta? Apenas absorva as informações e as use (ou não) como bem quiser, não precisa copiar nada, o prazer da moda é justamente quando você brinca e se sente a vontade. Se não fosse assim, todos usaríamos uniformes. Mais uma vez: ser você mesmo está na moda, crie o seu estilo próprio e sinta-se a vontade na frente do espelho!

Este mundo já possui muita violência, intolerância e ignorância. Por favor, não ajude a disseminar isso por aí! Para tentar explicar de uma forma lúdica (porque parece que está difícil para algumas pessoas entenderem), imagine a seguinte cena bizarra: um leão chega na selva com um novo corte de cabelo, diferente de tudo que a bicharada já viu por aí. Revoltados e indignados, os tigres, leopardos e hienas resolvem bater nele. Mesmo alegando que agiram por instinto ou são irracionais, a história já parece absurda, né?
Estamos no ano de 2012 e o mundo já acabou, mas ainda não percebemos, pois ainda existem pessoas que julgam pela aparência e não pelo caráter.
Achou a cuelcinha ridícula? Eu concordo com você, muita gente também achou e demos risada disso tudo. Valeu apenas pela informação e pelas gargalhadas. Se o produto existe e alguns deles até estão esgostados no site de venda, é porque MUITA gente usa, então, vamos respeitá-los. Achou a matéria irrelevante? Sugira novas pautas, volte no próximo post, leia outros blogs, mas por favor, não promova a intolerância! Ao invés disso, vamos todos aprender com a imagem abaixo:

Países, culturas, vestimentas e ideais diferentes… mas unidos por apenas uma coisa: humanidade!
O conceito é simples: cueca + calcinha = cuelcinha. Admita, o nome é ótimo!
Eu, que sempre me considerei moderno, me descubro hoje conservador ao pensar “Bom, isso eu não usaria!“. Mas como este mundo é diverso, me sinto na obrigação de compartilhar os diversos modelos de cuelcinhas disponíveis no mercado.

“Desperte a alegria e o prazer de correr pelo campo vestindo esta linda cuelcinha, confortável, estilo tanga, confeccionada em microfibra floral insinuando abertura lateral com charmoso laço de fita de cetim branco. Cintura e cavas com elástico plano leve, confortável e antialérgico. Não marca sob a roupa“.
Fotos e descrições como a citada acima podem ser encontradas no site da marca Comum de Dois®, que patenteou o nome do produto. Os textos são geniais, muito bem escritos e criativos. Conheça alguns outros modelos:


E para quem prefere um stilo mais clássico e elegante, também há as opçõs de body. Detalhe: o modelo da esquerda encontra-se esgotado no site!

A maior parte dos modelos são feitos com materiais hipoalergênicos, assim, não há o risco de alergia para os corpo mais sensíveis. Viva o bom humor, sempre!
Um amigo sempre me diz que o verbo flertar só era conjugado quando ainda se chegava de carroça nas festas e as mulheres usavam espartilhos e anáguas. Para quem preferir usar o termo “pegar”, fique a vontade, mas eu ainda prefiro flertar, afinal, eu acho que pegar se refere a gripe, piolho ou ônibus.
“Ah, mas eu não vou na balada para beijar, eu vou apenas para dançar, beber e me divertir. Se rolar, rolou!”. Então, clique no 9gag para dar umas risadas e no próximo post você volta, o foco aqui é para quem quer beijar, conhecer pessoas interessantes e até acordar acompanhado no dia seguinte.

Beber, Olhar e Beijar! Sim, as coisas até podem acontecer nesses 3 passos rápidos, não tenho nada contra isso, mas esta lista ficaria muito sucinta se seguisse esta fórmula que todo mundo já conhece. Agora, chega de perder tempo, enquanto você leu tudo isso, se estivesse na balada, já teria dado tempo de beijar duas pessoas em um delicioso beijo triplo.
10 MANEIRAS DE FLERTAR OU ATÉ ACORDAR ACOMPANHADO DEPOIS DA BALADA

1- Nunca faça carão na balada, quem gosta de carranca é navio para afastar os fantasmas, então não espante as pessoas. Apenas quem está inseguro (ou bicudo) tem este tipo de atitude, fuja disso em qualquer situação da sua vida.

2- Sorria, seja agradável e simpático, mas evite ser efusivo demais! Traduzindo: não se esfregue nos outros, controle os seus hormônios e não pareça estar desesperado para agarrar a primera pessoa que olhar para você. Lembre-se, ela pode apenas estar chapada, distraída ou simplesmente ser estrábica.

3- Você fuma? Então sempre ande com chicletes ou balas no bolso. Mesmo que a outra pessoa também fume, isso não significa que ela curta lamber cinzeiro. Falando em cigarro, O Ministério do Bom Senso Adverte: banho faz bem para a saúde, use perfume, mas com moderação. Evite parecer um incenso, fumaça e cheiro forte costumam afastar qualquer pessoa!

4- Se você vai beijar alguém, é possível que role sexo, então esteja preparado: tenha camisinhas na carteira ou no carro! Está sem e conheceu uma pessoa incrível? Passe na farmácia antes e compre preservativos. Aqui tem várias opções para você escolher, não brinque com a sua vida, use sempre camisinha!

5- Se você perceber que bebeu demais, muito mesmo, já está trançando as pernas e falando de um jeito que algumas pessoas pensam que você é estrangeiro, desista! Dificilmente alguém vai ficar com você neste estado, ao menos que a pessoa esteja tão bêbada quanto… ou querendo se aproveitar do seu corpinho inocente. Depois, não reclame se os seus amigos lhe chamarem de São Jorge no dia seguinte (quem nunca?).

6- Procure ter assuntos interessantes, não seja óbvio! Por incrível que pareça, ainda é possível, em pleno ano de 2012 do calendário gregoriano, ouvir um: “Você vem sempre aqui ou é a primeira vez?“. Surpreenda a pessoa, pergunte coisas que também gostaria de ouvir de alguém interessante. É claro que não precisa falar sobre física quântica, mas se mostre bem informado, isso ganha pontos sempre.

7- O olhar diz tudo, demonstre interesse e mantenha o radar sempre alerta. É muito gostoso trocar olhares com alguém e ser correspondido, a aproximação e atração já começam a partir daí.

8- Educação e gentileza nunca saem de moda. Seja gentil e agradável com todos, fale e saiba escutar também. Pessoas grosseiras e “umbiguistas” não costumam ser atraentes.

9- Mostre-se disponível (mas lembre-se da dica 2) e deixe claro que você não está acompanhado. Todo mundo tem aquele amigo(a) mala que insiste em querer andar de mãos dadas ou agarrado com você. Diga para o encosto que é cada um por si e que a única coisa que você pretende segurar na noite é o seu próprio copo de bebida.

10- Seja você mesmo, mas disfarce se você for muito chato ou inconveniente. É difícil? Sim, mas tente parecer e ser uma pessoa melhor todos os dias! Como? Releia as 9 dicas acima.
E acima de tudo, tenha bom humor! Costuma ser afrodisíaco sempre.
Eu deixo claro que nunca usei nenhuma das mentiras enumeradas abaixo, eu sou uma pessoa que não mente jamais, em hipótese alguma. E claro que isso é uma mentira!
Todo mundo mente, seria impossível conviver em sociedade sem mentir ou “mascarar” uma verdade de vez em quando. O que tornaria uma pessoa nociva e dissimulada seria mentir constantemente ou com o intuito de prejudicar alguém, tipo uma vilã de novela mexicana ou dessas que empurram os personagens secundários escada abaixo. Não estamos falando deste tipo de índole, mas sim das pequenas mentiras necessárias (?) que contamos no dia-a-dia.
1- “Olá, tudo bem?”.
- SIM, EU ESTOU ÓTIMO, NÃO SE PREOCUPE, EU ESTOU BEM!

Quem nunca mentiu ao responder a esta simples pergunta? Por mais que você possa estar péssimo ou estressado, não é sempre que deseja compartilhar os seus sentimentos com as pessoas. Responder que está “tudo bem” é a maneira mais fácil de se livrar desta situação.
2- “Alô! Fique tranquilo, eu já saí de casa, daqui 15 minutinhos eu chego aí, me espera! Está ouvindo o barulho do trânsito? “.

Quem nunca mentiu pelo simples fato de querer tranquilizar alguém que está lhe esperando? Afinal, não queremos que a pessoa fique chateada ou ainda mais impaciente ao nos aguardar.
3- “Você é a primeira pessoa com quem eu faço isso, eu já tive vontade, mas nunca tinha encontrado a pessoa certa para realizar esta fantasia!”.

Quem nunca mentiu na hora do sexo? As vezes a mentira faz parte da sedução, nós sempre queremos parecer mais sensuais do que realmente somos e até vale uma mentirinha para deixar a pessoa mais excitada ou relaxada, tudo depende da situação. Entre quatro paredes vale tudo, menos sair contando para todo mundo o que acontece por lá.
4- “Eu tenho menos de 30 e poucos anos e não sei quanto eu peso, faz tempo que não subo em uma balança”.

Quem nunca mentiu sobre os próprios números, seja da idade ou sobre o peso? A minha mãe costuma falar que idade, peso e números bancários a gente nunca deve revelar a ninguém!
5- “Alô, bom dia chefe! Então, hoje eu não vou poder ir trabalhar, acordei com muita dor de cabeça, febre, cólica, dor de barriga… deve ser uma virose!”.

Quem nunca mentiu depois de encher a cara na noite anterior e acordar com a impressão de que iria entrar em combustão devido ao álcool no corpo? Ou simplesmente teve um momento de fúria e resolver se dar um dia de férias? Eu repito que jamais fiz este tipo de coisa e se o seu chefe estiver lendo isto, tenho certeza de que você também nunca fez nada deste tipo.
6- “Sim, sim… o seu corte de cabelo ficou diferente, interessante. Você pagou para alguém fazer isso ou… ah, entendi! Gostei, ficou ótimo! E quando crescer vai combinar mais com o seu rosto, a gente pode tentar usar uns grampos, boinas, chapéus, lenços… mas ficou bem bacana!”.

Quem nunca mentiu ao responder sobre um novo corte de cabelo alheio? Mesmo que você tenha odiado e a própria pessoa também, não recomendo dizer a verdade em hipótese alguma, afinal, cabelo cresce, mas demora uns 6 meses, tá!
7- “Eu enviei os nomes para a lista VIP de um e-mail que estava no site, dá uma conferida aí. Foi meio que de última hora, tem algum João, Jorge ou José na lista? Tenta Rodrigo, Ronaldo ou Rodolfo também, na verdade foi um amigo meu quem enviou os nomes, eu não sei qual ele colocou, porque eu tenho vários apelidos. Posso eu mesmo dar uma olhada na sua lista?”.

Quem nunca mentiu tentando dar o “golpe da lista” na hostess ou segurança na porta da balada? Todo mundo quer ser VIP na noite, mas óleo de peroba ninguém quer passar junto com o hidratante facial… e muito menos pagar entrada, né?
8- “O meu inglês não chega a ser fluente, mas é nível intermediário, consigo me virar bem, falo de tudo um pouco e me comunico com americano, inglês e ablo até um poquito de espanhól tambiêm, pero no mutcho”.

Quem nunca mentiu, mesmo que seja apenas no currículo, tentando ser poliglota? Eu conheço pessoas que só falam inglês quando bebem vodka, muita vodka.
9- “Eu acho que isso aqui já estava quebrado, quer dizer, deve ter quebrado sozinho. Mas fique tranquilo, qualquer coisa eu pago”.

Quem nunca mentiu ao se ver com 2 peças sepadas nas mãos, tentando juntá-las com o poder da “cola mágica da força do pensamento”? Admitir para alguém que você possa ter quebrado algo é muito vergonhoso, é por isso que quase sempre estamos dispostos a pagar pelo crime, apenas para tentar reduzir a nossa culpa.
10- “Eu não bebi muito, passei mal porque a minha pressão baixou e acabei desmaiando”.

Quem nunca mentiu sobre quantos drinks ou garrafas bebeu? Seja para a sua mãe, pai, esposa, marido, chefe ou até para você mesmo… bêbado que é bêbado sempre mente ou apenas fica mais criativo, isso lhe dá licença poética para inventar histórias.
Termino esta lista com uma frase do sábio Millor Fernandes “Jamais diga uma mentira que você não possa provar”.
E você, já contou alguma mentira hoje?
Você certamente se lembra da mostra Cow Parade, na qual vacas eram vistas pela cidade de São Paulo distribuindo criatividade, cores e exuberância em suas mais diversas formas.
Agora é a vez da Call Parade, na minha opinião, uma das ideias atuais mais geniais para se promover uma troca de marcas e incentivar a comunicação através da arte.
Saiu a Telefônica e agora entrou a Vivo, que resolveu pintar 100 orelhões com a ajuda de 10 artistas convidados por ela própria, além de mais 90 outros escolhidos por votação do próprio público no site da empresa. Mas por que promover e investir na Call Parade?
Se você tentar usar algum orelhão na cidade, certamente vai ter dificuldades. Ok que grande parte da população possui aparelhos móveis, os tais dos celulares, mas em um momento de emergência, infelizmente, grande parte dos orelhões estarão quebrados em consequência do vandalismo. A Vivo divulgou que, mensalmente, 25% dos aparelhos paulistas são danificados e a manutenção disso gera milhões em prejuízo.

(Os artistas Cláudio Tozzi e Eduardo Kobra, 2 dos convidados pela Vivo)
A forma encontrada para chamar a atenção da mídia e da sociedade para este problema foi semelhante a de quem deseja evitar a pixação de muros: preenchê-los com algo que desperte o sentido da preservação, a arte! É inspirador pensar que uma pessoa evite a depredação ao se deparar com uma criação de um artista. A Call Parade chega não só para embelezar as ruas, mas também para promover a comunicação. A intenção dos organizadores é de espalhar o projeto para os 48 mil orelhões existentes na capital através do “recrutamento” de novos talentos de cada região da cidade.
Você poderá ver os aparelhos customizados na Avenida Paulista, Brigadeiro Faria Lima e República do Líbano, além de bairros como Vila Madalena, Sé, Pinheiros, Liberdade e na comunidade de Paraisópolis.
Estou ansioso para ver o resultado, a Call Parade começará oficialmente no dia 20 de maio e irá até o dia 24 de junho. Após esta data, o futuro dos “orelhões artísticos” será uma surpresa, assim como uma ligação inesperada.
“De perto, ninguém é normal” é uma frase que já foi comunicada em músicas, livros, teses de antropologia, conversas de buteco e nos quatro cantos deste mundo. Afinal, o que é ser normal?
Do ponto de vista estético, a mídia geralmente tenta nos fazer engolir uma imagem perfeita, simétrica e com seres/celebridades tão “perfeitos” que parecem de outro planeta, um bem diferente do habitado por nós, terráqueos.
A intenção deste texto não é ridicularizar os artistas que foram flagrados pelas modernas câmeras de alta definição, mas sim mostrar que de perto todo mundo é normal. Temos rugas, linhas de expressão, dentes amarelados ou tortos, espinhas, cicatrizes, manchas, sardas e inclusive poros.













As imagens acima são espontâneas, sem poses premeditadas ou uso de photoshop, nos aproximando das faces e imperfeições (?) de algumas celebridades. Você até pode achar que a foto do perfil do seu facebook é melhor do que as exibidas acima, mas provavelmente as que os seus amigos lhe marcam também poderiam estar aqui no tumblr celebretycloseup. Sim, a vida fica mais bonita com bom humor!