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Posts publicados na categoria comportamento

Nigéria Fashion Week

Você já imaginou como é o Fashion Week da Nigéria? O país mais populoso da África, com uma enorme desigualdade social e um histórico de milhares de guerras civis?

A Vice fez um excelente documentário sobre como é o Nigéria Fashion Week e principalmente sobre o comportamento do nigeriano em relação à vida e a moda no país. Confira:

Eu achei muito interessante!

10 fev 2012

10 dicas para você soltar o verbo sem medo de matar o Aurélio

Não, não sou o professor Pasquale e nem o professor Tibúrcio! A foto abaixo comprova isso, então esta piada não vai funcionar.

Eu não sou nenhum expert no assunto, confesso que várias vezes já escrevi algo errado e percebi só depois. Inclusive, se alguém detectar algum erro gramatical neste post, por favor, me corrijam ;)

A língua portuguesa é complexa, pode nos pregar várias peças e precisamos ficar atentos para não rasgar o dicionário por aí. Se ficou interessado, dá uma olhada na lista com 10 dicas que preparei para você se comunicar melhor:

- POR QUE se escreve separado para perguntas e o PORQUE tudo junto serve para respostas. Caso o PORQUÊ seja a última palavra da frase, ele ganha um acento ali em cima do Ê, percebeu?
Exemplo: Por que você está usando listras com xadrez?
Porque eu gosto, simples! Não lhe interessa o porquê!

Dica da leitora Carol Freitas: “Por que” não precisa necessariamente estar em perguntas. É um termo interrogativo, que pode ser substituído por “por qual motivo”, por exemplo, mas pode estar em frases sem ponto se interrogação, como: “Eu sei por que ele fez isso” (por qual motivo ele fez).

“MIM” não precisa vir sempre em final de frase. Uma explicação muito mais rápida e correta seria dizer que MIM não conjuga verbo. “EU percebi que atrás de MIM havia alguém” (no meio da frase).

- COM CERTEZA se escreve separado, você certamente deve se lembrar disso.

- MIM só deve ser usado no final das frases, isso é o que todos professores ensinaram para mim.
Para EU aprender, para EU ensinar, para EU opinar, preciso saber que antes de verbos no início ou meio das frases, preciso usar EU, e não MIM.

- Inteligência é afrodisíaco, mas nunca afrodiZíaco. Assim como através se escreve com S e não com Z.
Talvez
você até confunda isso, mas lembre-se que é errado escrever “talves” com S.

- Opinar não tem P mudo, escrever “opnar” é errado e você perderia a chance de dar a sua opinião.

- CUmprimentar as pessoas dizendo “bom dia, boa tarde ou boa noite” demonstra que você tem educação, mas tirar o COmprimento das medidas de alguém pode ser indelicado caso a pessoa não esteja confortável com o seu próprio peso.

- Subir na laje pode ser arriscado, mas subir na “lage” é ortograficamente errado.

- Entrar lá dentro, subir lá em cima, descer lá embaixo e sair para fora é pecado, cada vez que alguém pronuncia estas frases pleonásticas, um anjo é obrigado a usar cinta e sapatos caramelo combinando com a cor da pochete. Uma verdadeira tragédia!

- BOM é o contrário de mau. BEM é o contrário de mal.
Exemplo: Eu sou um bom garoto, mas se você mexer comigo, posso me tornar um garoto muito mau!
Eu sou muito bem falado por todos os meus amigos, não confie em quem lhe disser que sou mal falado. É intriga da oposição!

- E para encerrar o texto com X, nunca “testo” com S, vou escrever algumas palavras para você ler e deletar do seu cérebro imediantamente através (nunca atravéZ) de um método de hipnotização.

VEM DORMINDO, VEM DORMINDO, VEM DORMINDO… quando eu contar até três, você irá ler as palavras e expressões abaixo e deletá-las da sua vida para sempre, pois elas estão absurdamente erradas. 1, 2, 3 e já:

- voçê, ni mim, beringela, sombrancelha, isqueceu, seje, tomare, menas, ajuntar e… ai se eu te pego.

08 fev 2012

Adapte a tendência ao seu estilo pessoal, não seja um fashion victim!

Não há nada tão fora de moda quanto estar completamente na moda“. Essa frase é de ninguém menos que Glória Kalil e traduz bem o que é estar realmente na moda. Ser vítima dela e estar vestido dos pés à cabeça das tendências do momento já tem até nome. Fashion victim, além de ser uma música do Green Day que trata do mesmo tema (veja a tradução aqui), é também um termo utilizado para denominar pessoas que não sabem impor limites aos modismos e ao consumo e acabam sendo vítimas dos mesmos. O termo foi criado pelo estilista Oscar de la Renta para dar nome àquelas pessoas que renovam o guarda-roupa a cada lançamento,  coleção ou um novo salário e que estão vestidos da tendência da estação da cabeça aos pés. Não é difícil identificar um fashion victim. Dê uma olhada na blogosfera fashion e você encontrará aos montes. Essas pessoas não conseguem encontrar seu próprio estilo (ou talvez esse seja mesmo um estilo), estão à mercê de tudo que é novo, gostando ou não. Não conseguem dar um toque pessoal a cada look, o que os deixam sem nenhuma personalidade. E mais, não sabem que moda sustentável também está na moda. Um bom profissional da área ou um bom fashionista é aquele que sabe adequar a tendência da estação ao seu estilo. Sabe que estilo traduz a subjetividade de cada um e, mesmo que se modifique ao longo do tempo, expõe o “eu” verdadeiro. Ou pelo menos deveria expor.

Se você se identificou com a descrição acima, stop! Está na hora de conhecer melhor a si mesmo e assim, construir um estilo que tenha a sua cara. Um estilo é formado de acordo com as vivências pessoais e sociais de cada um, além dos gostos, é claro. Um gênero musical, um estilo de pintura, uma fase da história que mais lhe chame a atenção ou até mesmo o seu dia-a-dia são fatores que podem te ajudar a construir o seu estilo. Uma dica: recorte tudo que você goste em jornais e revistas (objetos, design, pessoas, comidas, paisagens, etc) e faça uma colagem distribuindo as imagens harmonicamente em um papel A3 (ou no photoshop, como o que fiz abaixo). Depois pegue todas as cores, formas e referências que dali saíram, anote, e comece a se conhecer melhor. Esse é um exercício que aprendemos na faculdade de moda para justamente não sermos vítimas dela. E não é preciso abandonar as tendências e todo esse blá blá blá da moda por causa disso. Conhecendo bem a si mesmo, você consegue adaptar qualquer tendência à sua maneira de vestir sem parecer um produto da mídia fashion.

Observe a seguir: a tendência  navy, por exemplo, pode facilmente ser adaptada para alguém que já tem um estilo formado, como neste caso, o rocker. Você não precisa sair por aí com listras azul marinho ou vermelho se não gosta dessas cores. Não precisa usar um dockside azul só porque disseram que ele está na moda. Uma boa forma de adaptar a tendência da estação ao seu estilo é usando modelagens padrões em cores nada comuns, e que se adéquem ao seu verdadeiro gosto. E, claro, lembre-se que o bom gosto e a satisfação pessoal vêm acima de tudo.

E você, o que acha?

07 fev 2012

Você conhece o estilo Seapunk?

Você já ouviu falar de um novo estilo, intitulado Seapunk?

Essa nova tribo, ainda sem muito espaço, dá cores à estética punk, compondo um visual inspirado no fundo do mar.

Há boatos que esse estilo começou na California, alguns dizem Londres e outros Japão. O Seapunk mistura o colorido de tons pastéis, o kitsch, as estampas de animais e uma dose de criatividade na hora de fazer essas combinações. Suas referências são muito atuais e claras. O cabelo colorido, o tie dye, os óculos redondinhos com holograma, creepers e o símbolo yin-yang são alguns elementos chave na composição do seu visual.

Ninguém sabe qual será a relevância desse grupo, se eles terão um alcance similar ao que os emos tiveram, mas o Seapunk já têm uma figura consolidada: gifs animados toscos, fotos pixealizadas, montagens surrealistas que parecem vir de um videogame dos anos 90 e muitos símbolos místicos. E sabia que esse estilo já se transformou em um estilo de música? Ainda com pouca identidade, sons do mar se misturam com ruídos de games em uma música eletrônica com batidas quebradas.

Confira mais fotos do estilo Seapunk:

E aí, o que acha do estilo Seapunk?

06 fev 2012

Uniformes Profissionais, mas quem é você?

Essa semana estava me preparando pra escrever um post, quando me deparo com o seguinte estudo realizado pela Folha de São Paulo“Pesquisa mostra que garis são ‘invisíveis’ a maioria das pessoas” e me lembrei que quando cheguei na Irlanda, o meu primeiro emprego foi de vendedor de jornal no farol, e o uniforme era bem parecido com os dos garis.

Então achei que esse post cairia bem aqui no MPH.

Já falei aqui anteriormente como se diferenciar usando uniformes escolares e agora vou falar como uniformes profissionais escodem pessoas, vidas e histórias.

Todos nós em algum momento da vida nos sentimos invisíveis, numa festa, no primeiro dia de emprego, etc. Mas essas são outras invisibilidades, passageiras, estou falando aqui de invisibilidade automatizada, dessas que fazem as pessoas andarem de cabeça baixa sem ao menos se darem conta.

Segundo Fernando Braga autor do livro Homens Invisíveis: Relatos de uma Humilhação Social da editora Globo, na maioria das vezes, o gari que limpa nossa cidade só é notado quando falta ao serviço. O ascensorista é tratado como uma máquina que funciona por comando de voz, sem direito a ‘por favor’ nem ‘obrigado’. A empregada doméstica põe o avental, alimenta a família e deixa a casa organizada anos a fio, mas os patrões mal sabem seu sobrenome, se tem filhos, se está com algum problema.

Quando fui instrutor no Senai-SP por dois anos, o jaleco azul era sinônimo de respeito e autoridade, assim como uniformes de médicos, militares, etc. Mas quando veio o de vendedor de jornal, você tem que desviar das pessoas, aguentar crianças mal criadas te xingando e os pais fingindo não ver, tem ainda que desviar dos carros nas avenidas pois realmente existem pessoas que se divertem aterrozidando outras e aproveitam que estão com uma máquina na mao pra sentir esse “doce” poder. Isso me lembrou um vídeo de Pateta que assisti há alguns anos na auto escola:

Os uniformes industriais são realmente desenvolvidos para transformar pessoas em elementos indispensáveis a nossa sociedade, as cores são pensadas de acordo com a necessidade, no caso dos garis por exemplo, o laranja gritante e as faixas translúcidas estão ali para que realmente evitem acidentes de trânsito, onde pessoas apressadas passam, olham mas não veem. Cabe a cada um de nós aprender a enxergar o próximo, com coragem e sem medo!

26 jan 2012

Extra Extra! Reserva decide desfilar e apresenta sua coleção!

De forma irônica e bem criativa a Reserva conclui a sua não participação no SPFW dessa temporada.

Be YourSelf But Not Always The Same – porque toda marca cool tem que ter slogan em inglês – Inverno 2012.

“Quando começamos neste mercado nos diziam que tínhamos que fazer um desfile de roupas incríveis, cenário neutro, modelos nórdicos e macérrimos, que em nada se pareciam com pessoas reais. Éramos guiados a acreditar que a passarela era lugar de roupa e de que era unicamente ali que deveríamos fazer diferente. O release do show, nunca em primeira pessoa.

O que fizemos então? Tudo ao contrário. Do Chupa que é de Uva na trilha de Safari Safado, passando pelo rock’n roll Decadence Avec Elegance de Lobão até o Che Guevara com nariz de palhaço em CubaLibre?. Nunca tivemos medo ou seguimos o que os outros pensavam ser mais apropriado. Sempre fizemos o que e da forma que queríamos comunicar. Em nossos desfiles sempre fizemos aquilo que nos emocionava. Isso porque não nos entendemos como uma marca de moda. Somos uma marca de ideias. O nosso barato sempre esteve na comunicação e na emoção. Na possibilidade de disseminar uma mensagem usando a roupa como mídia e não como causa. A nossa moda sempre foi isso: diálogo. E cá estamos; vivos e cheios de amigos!

Não acreditamos na sustentabilidade, a longo prazo, daquilo que se determina como padrão. Quando isto acontece, todos passam a participar de uma mesma corrida e obviamente não há como participar de uma corrida sem seguir numa mesma direção. Isso engessa e incute um medo sobre o que é novo e diferente. Acreditamos em setas colocadas para lados diferentes, opostos, paralelos, diagonais ou perpendiculares. Acreditamos em corridas exclusivas, pelo simples e enorme prazer da brisa batendo no rosto, pela endorfina que o exercício libera e não pela competição. Isso destaca, sempre.

Enfim, acreditamos que diferenciar não é seguir, é desviar-se, é comprometer-se com o que nunca foi feito. Acreditamos que diferenciar não é tática, é modo de vida. Na nossa opinião a moda não mora na roupa, nem tampouco no medo do erro. A moda mora na rua, no contra-ponto, na loucura, na quebra de paradigmas, e, fundamentalmente, nas pessoas. Roupas são coadjuvantes, pessoas são protagonistas. Moda que é moda tem que ser romântica, e, por que não dizer, meio brega.

Acreditamos que ter estilo é modo de pensar e agir, não de vestir. Por isso, propomos que paremos de pensar sobre o que de bacana os outros fazem para pensar no que de bacana nós podemos fazer. Só assim, teremos um campo fértil de ideias e atitudes que nos levarão a criação de uma verdadeira identidade de moda brasileira.

Assim, neste inverno decidimos satirizar a falta de originalidade nos formatos, o engessamento dos padrões com base no que se impõe como cool. Neste desfile de Inverno 2012, a nossa sátira está na lupa que colocamos em cima desses pré-conceitos. Desenhamos e produzimos nossa coleção e na hora de pensar no show retiramos tudo o que não é concebível ou entendido em um desfile. O que sobra no final?! As fotos do dia seguinte.

Portanto, aqui enviamos as tão esperadas fotos de nosso desfile, mesmo que ele não tenha acontecido. Nelas vocês poderão perceber além das roupas, um belíssimo cenário branco e modelos tão perfeitos que nos deixam na dúvida se são bonecos ou gente de verdade. Essas fotos também não carregam som, luz, encenação ou qualquer outro tipo de argumento que possa tirar o foco dos “maravilhosos e perfeitos” produtos que criamos aqui na Reserva.

Será que com isso seremos mais ou menos cool? Vai saber… O que importa é que continuamos rindo de nós mesmos sem sermos sempre os mesmos. E como depois do desfile ainda vem a campanha e as ações de lançamento, já deixamos aqui o convite coletivo e bem humorado para que todos nós juntos tomemos no cool! Muito ainda está por vir, afinal de contas o que são oito minutos de desfile em comparação aos seis meses de duração de uma coleção?

Ah! O nosso Brand Director (outro nome supercool em inglês), Felipe Falcão, não só entra no final do show como é o modelo de todas as fotos. Ainda precisamos aprender a conviver com sua vaidade…

Lechaim!

Rony Meisler”

Ficha Técnica:

Felipe Falcão é Diretor Criativo, Diretor de Arte, Modelo do Desfile e Campanha, Coordenador de Estilo, Cenógrafo, Diretor de Desfiles, Ilustrador, DJ e tudo o que mais se considerar cool no mundo.

Agradecimentos:

Felipe Falcão, Felipe Falcão, Felipe Falcão, Felipe Falcão, e, como não poderíamos esquecer, um agradecimento especial para o resto do time.

Nota Relevante:

Quando comunicamos nosso pulo nesta temporada do SPFW muito começou a se especular.

Que fique claro: o SPFW é importantíssimo para o mercado. É o grande responsável pela regulamentação do negócio da moda brasileira. Para nós não há crise no SPFW, muito pelo contrário, trata-se da principal plataforma de lançamentos de moda da América Latina. Em nosso caso, desde que migramos para o evento crescemos 500% em faturamento e abrimos mais de 300 novos postos de trabalho. O SPFW e o Fashion Rio não apenas geram renda como milhões de empregos diretos e indiretos. Ao nosso modo de ver, o problema está no conteúdo e não na mídia.

E aí, o que achou do desfile da Reserva? rs

24 jan 2012

Quer ficar famoso? Desista do BBB e vá para o Canadá!

Luiza é a pessoa mais famosa de ontem, não sei se hoje ela ainda é, mas quase todas as semi-celebridades do Brasil são assim, a memória do brasileiro é curta não só quanto a política, mas também para eleger (e esquecer) o assunto do mês, da semana ou do dia.

Para quem as vezes é aliendado como eu, conheça aqui o vídeo de um empreendimento imobiliário em João Pessoa, na Paraíba, com o colunista social Gerardo Rebello reunido com toda a sua família, menos com Luiza, que está no Canadá. O vídeo é tão cafona que poderia ser estrelado pelo Amaury Júnior se fosse produzido aqui na região sudeste.

Tenho certeza que a Luiza vai retornar ao Brasil (alô, a produção confirmou, ela tá mesmo voltando ou já voltou) e tentar aproveitar a sua “fama”. Um conselho para a Luiza? Volte rápido, pose nua (ops, menor de idade não pode), vá em programas da tarde e envolva-se em algum escândalo, o seu empresário poderá cuidar disso. Quem sabe rola um convite para a próxima edição de A Fazenda.

Estamos em época de BBB e muitos outros assuntos importantes serão trend topics aqui no Brasil, aliás, cadê o Rafinha Bastos pra fazer uma piada hilária (???) sobre o estupro em rede nacional?

Eu não assisto BBB, acho que sou conservador demais para isso, considero o programa um zoológico dos horrores da pior espécie, isso porque sou fã da cultura trash, mas o BBB (na minha humilde opinião) não pode se enquadrar em nada que esteja relacionado com a palavra “cultura”.

O Grande Irmão surgiu com uma boa intenção, que o inferno continua cheio: analizar a vida de pessoas que não se conhecem e, aparentemente, não tem nada a ver entre si, ao se encontrarem confinadas dentro de uma casa. O estudo antropológico e comportamental foi esquecido e só restou uma única preocupação, o IBOPE. As marionetes de dentro da casa são dirigidas pela cúpula da Rede Globo e o povo brasileiro passa KY e engole tudo o que vê, seja lá por onde for.

Mas calma, ainda existem as pessoas pensantes que assistem BBB, eu mesmo conheço várias inteligentíssimas que acompanham o programa e até se engajam nas causas que o enredo apresenta.

Sério? Não, estou mentindo! Pessoas inteligentíssimas (ou apenas as menos alienadas com o poder da mídia) estariam preocupadas com os aumentos salariais exorbitantes dos políticos, os impostos que pagamos com siglas que nem sabemos o significado ou com a falta de segurança, educação, saúde e até saneamento básico que assola o nosso país.
Ué, mas os jornais dizem que tudo está melhorando! Ah, tá! Então pega mais banquinhos, porque ainda faltam muitas Cláudias para sentar! Tudo o que citei envolve diretamente o seu bolso, mas e daí? O que importa mesmo é o paredão da semana ou saber quem será o próximo anjo, não é mesmo?

Eu não sou santo, não sou hype, não sou inteligentíssimo, não sou o dono da verdade e estou muuuuuito aquém do cidadão engajado socialmente que eu gostaria de ser. As vezes criamos bolhas e optamos por morar dentro delas, afinal, a vida fica mais fácil assim (fica mesmo?). Só acredito que não devemos cavar dentro do buraco para nos afundarmos mais, a luz no fim do túnel só aparece para quem acredita e batalha por encontrá-la, só assim seremos merecedores dela.

Quer ficar famoso? O primeiro passo é desligar a TV ou passar a escolher melhor o que anda assistindo. O segundo passo é estudar, estudar, estudar (pena que a maioria dos brasileiros não possam se dar a este luxo)… e trabalhar muito, mas muito mesmo!

Os “heróis do BBB” andam lhe dizendo o contrário, né? Então acredite neles! A Luiza, ao menos, foi para o Canadá estudar e já tem um segundo idioma na bagagem. Desejo sorte para ela… e para todos nós!

Deixo claro que não tenho nada contra a Luiza e nem contra quem propaga o seu vídeo. Acho o bom humor fundamental sempre, ele faz parte da vida e a torna mais prazerosa. Só acho que ler um livro de vez em quando, correr atrás de conteúdo relevante e ao menos ter um voto consciente ajudaria o Brasil a ser o país do HOJE, e não o do futuro que não chega nunca.

18 jan 2012

Guia prático de como ser HYPE em apenas 10 passos básicos

Se você achou este título absurdo, clicou e está lendo esta frase, parabéns! No final deste texto você será uma pessoa hype, cheia de amigos tão hypes quanto você e acabará negando para todo mundo que é hype, afinal, hype que é hype, nunca admite ser um. Tá vendo, eu usei tantas vezes a palavra hype, que o Google já vai indexar este post como um dos mais hypes da semana. O segredo é colocar as palavras em negrito e usá-las já no primeiro parágrafo, o sucesso é quase garantido!

Após uma breve, rasa e óbvia pesquisa no Wikipédia (ser hype é bem fugaz mesmo), li esta definição:

Hype é a promoção extrema de uma pessoa, ideia, produto. É o assunto que está “dando o que falar” ou algo que todos falam e comentam. Geralmente é algo passageiro, como o assunto da moda. A palavra deriva de hipérbole, figura de linguagem que representa o exagero de algo ou uma estratégia para enfatizar alguma coisa”.

A lista abaixo foi elaborada com bom humor, sarcasmo e até com um pouco de auto-crítica, sempre necessária para evoluirmos ou percebermos o quanto somos ridículos as vezes.

GUIA PRÁTICO DE COMO SER HYPE EM APENAS 10 PASSOS BÁSICOS


1 – Use roupas compradas em brechós, trazidas do exterior (mencione que lá é tuuuuudo é mais barato) ou customizadas por você mesmo. Fique tranquilo, não dá trabalho não, basta cortar a gola, rasgar um pouco, fazer uns furos ou esborrifar tinta. Depois disso, sempre ache alguma oportunidade para dizer  “Poxa, fico puto quando pensam que faço ou fiz faculdade de moda”.
Misture as referências e tente fazer bom uso delas. Uma pessoa hype nunca fica over, fica excêntrica ;)


2 - Adicione o máximo de pessoas no seu facebook, mesmo que você não as conheça. Dê preferência aos estilistas, donos ou promoters de baladas, blogueiros, hostess, Dj’s e o povinho bacana, digo, cool! Após eles aceitarem, escreva nos seus murais “Oi querido, tudo bem? Obrigado por add, seja bem-vindo, um beijo“.
Isso vai deixar as pessoas confusas quanto a quem add quem e você já ganha pontos, em breve passará a receber solicitações de pessoas que você também nem conhece, mas vai acabar adicionando só pra aumentar o número de amigos. Lembre-se de possuir uma conta no Twitter, Instagram, Youtube, Vimeo, Myspace, Tumblr, Lookbook e onde mais conseguir, mesmo não usando algumas delas. Verifique se realmente deletou a sua conta do Orkut, não adianta falar mal e alguém descobrir que sua conta ainda está ativa, isso seria o fim das suas chances de ser considerado hype.

3 – Tenha tatuagens (mas diga que o diferente hoje em dia é não ter), use piercings e mencione, quase envergonhado, que o seu cabelo já foi azul, verde ou pink em alguma “fase maluca” da sua vida. Prata ou branco são as cores do momentos para os cabelos masculinos, se joga na água oxigenada e torça para o cabelo não cair ou ficar amarelo correio.
Dreads, moicanos, cortes assimétricos, laterais raspadas ou franjinhas na metade da testa também são aceitos, desde que você deixe claro que já usava isso antes de todo mundo usar. Diga que o seu estilo evoluiu junto com a sua personalidade!

4 – Fume cigarro (os lights não são bem vistos por alguns hypes) ou seja vegetariano (mesmo que você coma frango ou peixe… e as vezes Mc Donald’ s). Se o seu desejo por carne for muito grande, não coma carne vermelha por três ou 4 semanas. Pronto, já vai poder mencionar nas rodinhas “Na época em que eu era vegetariano…”.

5 - Frequente as baladas da moda ou consideradas alternativas, mas diga que ultimamente prefere festas mais íntimas na casa de amigos. Se não quiser ou puder frequentá-las, apenas confirme presença nos eventos do facebook (isso também vale para exposições, marchas na Paulista e tudo que lhe parecer hype). Se alguém perguntar se você foi, responda “Nossa, acabei ficando na festa de uns amigos, perdemos a hora, acordamos malucos ainda… a gente até experimentou uns psicotrópicos em gel, na próxima eu te chamo”.

6 - Use óculos grandes e estilo retrô, pode ser de grau ou com lentes escuras mesmo. Acessórios como boinas, chapéus, gravatas borboleta ou quarquer coisa xadrex são sempre bem vindos, além dos pares de tênis All Star. Aliás, já comprou o seu mocassim para usar com shorts? Ai, ai, ai… se você ainda não reparou nesta tendência, fique preocupado! Mas relaxa, daqui a pouco ela passa.

7 - Você obrigatoriamente tem que “descobrir” novos cantores ou bandas musicais, preferencialmente de países estrangeiros como Suécia, Finlândia, Dinamarca, (se joga no leste Europeu). Dos Estados Unidos, só se for de New York, tá!
E não se preocupe em conhecer toda a discografia do artista, basta postar nas redes sociais as músicas mais conhecidas e ninguém irá te questionar.

Mala com auto-falante

8 - Reclame de tudo, diga que a cidade já não tem baladas, shows, restaurantes ou festas como antes. Se o lugar for bem avaliado por algum Guia Cultural Colaborativo, melhor ainda! Isso vai mostrar que o seu gosto é bem exigente e que você discorda daquilo que a maioria das pessoas anda dizendo.

Pose hype para foto

9 - Faça, diga que já fez ou que sente vontade de fazer yoga, pilates ou RPG. Mas caso alguém elogie a sua forma física, diga que atualmente você anda muito ocupado e já não tem tempo de cuidar do corpo como antigamente. Como a lista está acabando, vou enfiar aqui mais uma dica super importante: quando for tirar fotos, lembre-se de manter a boca semi-serrada, coloque a língua no céu da boca e faça um olhar sensual em direção a câmera, como se estive encarando alguém que você sabe que lhe deseja.

10 – Diga que os seus cineastas favoritos são Quentin Tarantino (mesmo que só tenha assistido Kill Bill I e II, Bastardos Inglórios e Pulp Fiction), Lars von Trier (cite que ele é dinamarquês, mesmo não havendo contexto algum com o assunto), Almodóvar (torça pra ninguém te perguntar quais os 3 últimos filmes dele), e Akira Kurosawa, afinal, pega bem citar algum diretor oriental (conhece outro?) e divagar sobre a fotografia linda, intensa e encantadora dos seus filmes.
Woody Allen é americano, nasceu em New York, então tá valendo! O cool é dizer que adora ele, mas reclame dos seus últimos filmes, sem citar quais exatamente.

11- A sua opinião é muito importante para nós. Escreva aqui nos comentários as suas dicas para ser hype ;)

16 jan 2012