colaboração - moda para homens
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Tudo que fica saturado na moda, depois de um tempo, dá lugar a algo extremamente oposto. Esta é uma afirmação que inicio o post para explicar o porquê dessa moda do candy color, que se aplica tanto no vestuário feminino quanto no masculino. Se trata da combinação dos tais “tons pastel” que tanto a gente ouve por aí. Alguém lembra da principal tendência do verão passado? Pois é, a junção de cores fortes num mesmo look descreve o color blocking. Quem não usou uma peça azul klein com laranjão que atire a primeira pedra! Ele continua, mas as cores, de quentes, deram lugar às “candy colors”, ainda usadas bem timidamente.
Mas, ao pesquisar imagens recentes de streetstyle de looks candy para ilustrar esse post, me deparei com uma sequência de looks com base nos tons pastel, mas com pegada infantil, seja na estampa, na padronagem ou simplesmente na combinação de cores. Talvez essa seja uma ideia para usar aquela camisa azul-bebê com estampa dos ursinhos carinhosos que a sua mãe te deu e você nunca teve coragem. Inspire-se:





Quando pinta um desfile que aponta uma nova tendência, muita gente já sai à procura da versão “comercial” nas marcas preferidas e lojas de fácil acesso. A verdade é que muitas vezes procurar uma peça que seja tendência na estação em nosso guarda-roupa pode ser mais fácil do que pensamos.
Veja bem, quem nunca usou aquele jaquetão militar ou aquela camisa surrada com estampa camuflada? Pois é, uma estampa simples, sem nenhum mistério e que já foram desfiladas nas últimas coleções da Osklen e Alexandre Herchcovitch, nas passarelas nacionais.

É curioso ver como este padrão surgiu e como ganhou sua versão nos dias atuais. Foi unicamente usado por estratégias militares, pois até o final do século XIX, as fardas militares eram basicamente nas cores do país em questão, em uma simbologia nacionalista. Isso deixava, no entanto, os soldados serem alvos fáceis nas guerras. Foi na primeira guerra, com o surgimento de metralhadoras, armas de fogo e outros equipamentos nunca antes usados, que eles sentiram a necessidade de se camuflarem para não serem facilmente vistos, então a estampa começou a ser esboçada em basicamente dois tons cáqui e pintada manualmente em cada farda.

Há controvérsias sobre o real surgimento da estampa, mas a história mais conhecida é que ela foi criada oficialmente em 1932, próximo a segunda grande guerra, para o exército alemão, mas vários exércitos já possuíam suas versões das fardas camufladas. Outra versão da origem é que a camuflagem cáqui surgiu mesmo na Índia, bem antes das guerras, em torno de 1857, como uma alternativa nova pela falta de cores vermelhas e brancas nos uniformes ingleses.

Histórias a parte, o bacana é mostrar como um simples padrão pode conter uma história tão bacana. E, quando você monta um look consciente de tudo isso, ele fica bem mais rico e com um olhar especial. Mas é claro que o cool é montar de acordo com o seu estilo (como sempre digo) e unir peças atuais e distintas.

Outra curiosidade é que o padrão da estampa em de cinza e preto foram criadas para que os soldados se camuflassem na cidade. Faz sentido, né? Uma ótima dica de uso dela. Os casacões são as peças mais comuns e ficam bem legais quando sobrepostos a peças justas e lisas, mas como sempre sou a favor de arriscar (e aproveitando que “o over tá na moda“), a minha dica é usar por baixo uma camisa também estampada com um xadrez ou floral, nas mesmas cores. Para um visual mais rocker, não tem mistério: basta compor com o restante com peças na cor preta e, aproveitando o mood militar, o coturno é uma boa opção para os pés. Há também os camuflados moderninhos e em cores nada óbvias. As cores fortes dão um toque lúdico e ficam boas em peças simples como t-shirts e shorts. Inspire-se:

Por Joicy Muniz.

Aconteceu na semana passada, entre os dias 9 e 13 de abril, a edição deste ano do Dragão Fashion Brasil, semana de moda cearense, que se consolida como um dos principais eventos de moda do país. Confira um resumo do que rolou de melhor para os meninos nas passarelas do evento:

Mar Del Castro fechou o primeiro dia de Dragão Fashion Brasil. O desfile de Rafaela e André Castro apresentou uma coleção de beachwear com muita sensualidade em um clima bem tropical, brasilidade pura! Os meninos foram bem servidos com roupas de banho, bermudas, shortinhos com a cara do verão, camisas super leves e chinelões de couro.

A coleção de Lindebergue teve como tema “A Santíssima trindade da cultura popular brasileira”, sendo dividida em três subtemas: cozinha, telenovelas e religião. Destaque especial para a trilha sonora do desfile que foi de “Chega mais”, passando por falas de personagens marcantes da TV brasileira como Nazaré Tedesco e Bia Falcão, até Feijão Maravilha e Wando fechando a apresentação. A descontração do desfile de Lindebergue não ficou somente na trilha sonora, aplicações em vinil com formatos de ovos fritos evidenciavam essa característica. Florais coloridos, shorts curtos, macacões, tons terrosos e o índigo foram marcantes, além dos acessórios, como as pulseiras, colares, coroas, que realçavam ainda mais a coleção do estilista.

A Skyler apresentou coleção com o tema “Design & Technology” no Dragão Fashion Brasil deste ano. A marca criou toda uma ambientação para com o tema em sua passarela, desde a abertura do desfile até o final, sugerindo sempre uma visita ao mundo das inovações tecnólogicas e os benefícios que ele pode nos proporcionar. A pegada High-tech da coleção não termina por aí, a estamparia sugere tempo, velocidade, som, ação. Destaque para a nova linha de produtos com recortes aerodinâmicos e a utilização de tecidos inteligentes. A cartela de cores trouxe pretos, bordôs, azuis-neon e acinzentados. Shapes modernos, recortes bem atuais e uma grande riqueza em jeans, que tiveram tratamentos exclusivos e modelagens que foram desde o slim ao tradicional.

Miraculous foi o tema da coleção de Ronaldo Silvestre, inspirada em Harry Houdini, o grande mestre na arte da mágica e ilusionismo. A coleção 2012 do estilista nasce baseada na ludicidade e emoção trazendo uma cartela de cores com azul, amarelo, vermelho, preto e tons de cinza. As amarras com fivelas metálicas que surgiam no corpo dos modelos davam um ar fetichista e uma pegada rocker, além disso, os jeans sem lavagem direcionaram e pontuaram toda a coleção. Calças masculinas de modelagens super justas também eram presentes na passarela de Ronaldo Silvestre.

Com inspiração Art Déco, Mário Queiroz trouxe a coleção apresentada na última edição do SPFW, que pela primeira vez trouxe looks femininos em sua composição. Mario continua com referências às décadas de 20 e 30 e um ar clássico mesclado ao contemporâneo. Tecidos pesados como a lã e o veludo, compunham a coleção super vintage e repleta de alfaiataria e sobreposições. A cartela de cores teve cores fechadas como preto e cinza.

Lino trouxe muito luxo, dramaticidade e detalhes exuberantes. Lino buscou inspiração no clima sombrio e características do irlandês Francis Bacon. A coleção trabalha tecidos nobres como gaze de seda, seda pura, organza e tafetá. A cartela de cores tem preto, nude, vermelho e ocre. Modelos de calças e camisas, com transparências e plissados compunham os looks masculinos. Lino emocionou e conquistou mais uma vez.

A rede de fast-fashion Riachuelo apresentou sua coleção Outono/Inverno 2012 na passarela do Dragão Fashion Brasil trazendo um clima altamente britânico e a pegada street já característica. A coleção teve uma apresentação dividida em três partes: Swinging London, onde o espírito londrino dos anos 60, com um perfume dos anos 20 foi explorado, Lucky Star, tendo inspiração totalmente ligada ao rockabilly e pin ups dos anos 50 e Fantasy Forest, esta última buscando referências na sensação de conforto e contato com a natureza. Swinging London trouxe, ao som super envolvente de Lisztomania, do Phoenix, peças masculinas como tricots diferenciados, calças skinny e slim com uma cartela de cores que teve pretos, cinzas e marinho com pontos de cores como pink, azul royal e vermelho cereja. Partindo para o universo dos rockabillies, Lucky Star apresentou camisetas com estampas características da época e jeans de lavagens escuras. Camisas xadrezes, camisetas “podrinhas”, calças jeans e veludos eram presentes em Fantasy Forest, que tinha uma cartela de cores com tons terrosos mesclados e tons quentes.
Fotos: Nilo Saraiva.

Essa história tem mais de 3000 anos, mas ainda é um tabu em muitas partes do mundo, principalmente aqui no Brasil. Já falamos sobre elas, já montamos looks com elas, mas as saias masculinas ainda são confundidas com sexualidade e evitadas por muitos homens por esse motivo. Antes de começar a ler esse post, esqueça tudo o que você ouve ou já ouviu falar sobre saias masculinas.
O fato é que com a última visita do Marc Jacobs, estilista da Louis Vuitton, pelo Brasil (onde passou por boates, tomou sol na praia e passeou pela orla carioca), em uma dessas ocasiões ele e seu namorado, Harry Louis, foram vistos usando saias (veja as imagens abaixo) e a discussão sobre a peça voltou à tona.

Vamos lá: como tudo que é usado hoje tem uma justificativa história e sempre há um porquê atrás de um look, não é novidade para ninguém que a saia masculina é um artigo que não surgiu assim, do nada, como muitos pensam.
É difícil encontrar registros de quando essa peça do vestuário passou a ser reconhecida como saia. Resumidamente, começou a ser usada há 3000 anos pelos sumérios, depois no Egito e no Império Romano. Todos esses povos utilizaram por infinitos fins, menos para segregar gêneros.

Mas a história que mais conhecemos e que mais se aproxima do que entendemos por saia masculina de hoje são a utilização dos Kilts.

Tradicionalmente enroladas pela cintura e depois jogada por sobre o ombro esquerdo, eram confeccionadas com lã Tartã e utilizadas por guerreiros e batedores dos clãs. Além disso, cada clã possuia o seu próprio tartã (padrão), era isso que diferenciavam uns dos outros. É um traje típico das Highlands escocesas. No início do século XVIII uma versão menor passou a ser adotada, que é mais parecido com as que são usadas hoje. Devido a sua origem, muitos povos de raízes celtas também usam Kilts, como os irlandeses, galeses e os córnios. Veja acima fotos que tirei da revista Vogue edição setembro 2011, que fala exatamente sobre isso. E abaixo, imagens atuais. Reparem como cada look tem um toque pessoal sem ser nem um pouco apelativo.

Então, fui a busca de desfiles masculinos das últimas semanas de moda que tiveram a presença de saias e, principalmente as kilts, foram apresentadas nas semanas de Copenhague e Valencia para o outono/inverno 2013. Mas a última semana de moda de Paris foi que a saia teve sua grande atenção sendo destaque nos desfiles de marcas como Quasimi, Givanchy, Thom Browne e Comme des Garçons. Todas em tons sóbrios, claro. Já Rick Owens apostou nas longas em preto e branco, que também foram vistas no streetstyle desse circuito. Já no Brasil, João Pimenta foi o único estilista que mostrou suas versões das saias masculinas no SPFW.


Se você é um homem de coragem e não tem medo de sofrer bullying na rua (risos), aí vão algumas dicas: muitos dos looks masculinos de streetstyle (com saia) nas semanas de moda foram compostos com leggin ou calça skinny sobrepostas. No geral, todas tem cores sóbrias como preto, branco, marrom e cinza, mas outros se arriscam no estampado, poucos. No caso da Kilt, escolha camisas lisas e coturnos. Aproveitem o inverno e complementem o look com jaqueta de couro e lenços também em cores escuras (o preto não tem erro). Inspire-se abaixo, monte um look e envie pra gente!


E aí, o que você pensa sobre saias para homens?
Quando vemos um desfile na passarela, principalmente os conceituais, dificilmente imaginamos alguém na rua, indo trabalhar ou na balada vestindo aquilo. Pelo menos, não no Brasil. Essa é uma das maiores incompreensões de quem não entende como a moda funciona. Você certamente já foi a uma exposição de arte contemporânea e saiu do local sem entender nada, mas achando tudo lindo. Os desfiles funcionam mais ou menos assim. Fazem parte da sociedade do espetáculo. Ele está ali para ser admirado, agregar valor ao produto além de mostrar o conceito que o designer usou na coleção. E, claro, apresentam a tendência a modo cru, sem massificações ou adaptações à vida real. Ou seja, a última intenção dos desfiles conceituais é fazer você usar aquele look da passarela pra ir à faculdade.

O que muita gente ainda não consegue entender é como aquele conceito pode ser adaptado para um look do dia-a-dia. Até entendem, mas só quando a tendência chega a lojas como C&A, Renner e Riachuelo e de uma forma totalmente diferente. Você deve estar perguntando o que tudo isso tem a ver com o título do post. Ok, a minha intenção é apenas mostrar como não é difícil você usar um conceito que está sendo mostrado na passarela e adaptar às suas roupas montando um look cheio de informações atuais de moda. E, pra mostrar isso, vou usar os detalhes que complementam peças simples, mas que fazem a diferença. Mas se você é uma pessoa básica e acha que o homem não precisa se arriscar na hora de se vestir, nem termine o post.
INSPIRAÇÃO / ORIGEM
Karlheinz Weinberger pode ser considerado o 1° fotógrafo de streetstyle quando moda era passarela e só. Ele fotografou jovens com peças de Jeans nos anos 50 e 60, onde o jeans era sinônimo de rebeldia e estava se popularizando cada vez mais. Recentemente foi lançado um livro com essas imagens que influenciaram a veia criativa de alguns estilistas na hora de apresentar suas criações. O interessante em observar nessas fotografias é a cara que as peças levam como a jaqueta de motociclista cheia de tachas, aplicações, desenhos e looks fortes e personalizados com jeito de “feito por mim mesmo”.
PASSARELA / TENDÊNCIA
Para confirmar a tendência (ou a volta dela) nas passarelas, algumas marcas como DSquared2, Frankie Morello, Armani Jeans, Thom Brow e The Blonds fizeram suas versões para o outono inverno 2012 de forma conceitual e nada usual. Mostraram a tendência de forma macro, ou seja, o forte do que vai aparecer em umas duas temporadas depois nas lojas que você costuma comprar.

ADAPTAÇÃO / MASSIFICAÇÃO
E, finalmente, para mostrar que é possível acompanhar a moda em tempo real, basta ter noção do que realmente combina com você com um pouco de criatividade e olhar pessoal sobre a tendência. Neste exemplo que peguei para ilustrar o post são truques de customizações que já presenciei alguns rapazes usando por aí, e eu mesmo já fiz minhas versões de com tachas e spikes (tudo bem sutil). O exercício é assistir o desfile pensando no que você tem no guarda-roupa que pode se aproximar daquela estética. Cedo ou tarde, de uma forma ou de outra, todo mundo vai querer usar aquelas peças, mas nada como você usar de forma pessoal e vanguardista. Uma ótima fonte de inspiração!



Com um desfile mais do que correto a Richards mostrou no evento INSPIRE GALLERIA, no Galleria Shopping de Campinas, porque é uma das marcas mais fortes no varejo masculino, e também porque chegou com a mesma força no feminino.
Com um desfile despretensioso, com combinações de formas e cores perfeitas, o desfile não só mostrou as belíssimas combinações de cores mas também como arriscar na combinação de materiais, formas e estampas sem errar.

Misturando camisas xadrezas em cores escuras e lavadas, com calças e bermudas em veludo nos mesmos tons, e com a noca silhueta das bocas mais estreitas, tendência bem forte nas marcas europeias.
Outro ponto forte do desfile, foram as camisas com xadrezes menores que vinham vestidas com a gravata borboleta e blazers de lã, as vezes com calcas jeans, de veludo, ou mesmo com bermudas.
Os sapatos e acessórios também chamavam bastante a atenção, uma vez que é a grande aposta da marca depois da abertura da “selaria Richards”.






Enfim, uma grande aula de como se vestir nesse próximo inverno com muito descontração, estilo e principalmente bom gosto.
Colaboração: Li Camargo*
*Li Camargo é formado no Studio Berçot-Paris. Atuou por dez anos à frente da Daslu-Homem como comprador Internacional (marcas) e no desenvolvimento de coleções nacionais. Editor de Moda da Trip Editora, é consultor de moda para várias marcas nacionais.
Uma moda que está voltando com tudo (seguindo a tendência de moda da década de 90) são as peças em jeans com aplicações, bordados ou estampas dos principais personagens da Disney. A marca japonesa Clot se uniu a Disney e produziu, além de calças jeans, t-shirts com estampas divertidas e, por que não, tradicionais do Mickey Mouse, lembra?

As t-shirts com a estampa do tema são bem fáceis de encontrar em lojas comuns, mas o cool mesmo está em caçar nos principais brechós as peças originais das décadas de 80 e 90, onde essa moda foi a grande sensação entre os jovens. Certamente você já teve um colete ou moletom com a cara do Mickey (procure nas fotos antigas!).

A parte de trás de peças grandes como calças e jaquetas dão lugar a estampados e bordados também grandes, e são a cara de peças vitage. Já os detalhes e versões pequenas dos desenhos aparecem em bolsos, barrados e até botões nos coletes, bermudas e camisas.

Mais um indício de que a moda 90′s está cada vez mais atual.
Há poucas semanas, antecipamos uma tendência de sapato que promete bombar no inverno brasileiro, assim como lá fora. São os Desert Boot, os sapatos que voltaram com tudo! (se não lembra, veja aqui)
Fui às lojas de fast-fashion com pouca esperança de achá-lo e me surpreendi. A Renner já pescou a tendência e trouxe o modelo em 2 cores opostas que são básicas e fáceis de montar o look. O preço do sapato é R$139 . Achei salgado, visto que comprei um na Forever 21 por cerca de R$40 (mas não tem como comparar uma loja da gringa com uma brazuca). De qualquer modo, acho que é um bom investimento, pois o sapato parece ser de uma boa qualidade e com certeza você vai querer um nos próximos meses.
Desculpem as fotos, foram tiradas discretamente com o celular (as lojas não permitem fotografar).

Isso prova que as lojas brasileiras de departamento estão melhorando cada vez mais, principalmente na moda masculina. A gente mal descobre uma tendência e ela já está acessível a todos! Então corre!